sábado, 13 de julho de 2013

Uyuni - Segundo dia

Acordas às 6 horas da manhã. Desenfia-te do teu sleeping e com muito custo vai até o banheiro. Tremes de frio. Voltas e te trocas (ou simplesmente inclui o casaco e os sapatos em cima da roupa de ontem com a qual passaste a noite...)
Café da manhã: garrafa térmica de água quente, bolachas e pão frio (a eterna heresia - pão fio no inverno), manteiga, geléia, leite em pó, café em pó, saquinhos de chá, um pote de bom e velho doce de leite: sirva-se!
Saímos no 4x4 rumo às famosas lagunas altiplânicas. No caminho: só alegria! Paisagens estonteantes com direito a paradas pra fotos e contemplações das mais diversas. Neve, deserto, montanha e, de repente, eis que e chega a uma lagoa povoada de flamingos. Planeta uyuni!
O almoço é logo a frente da laguna, filés de frango com macarrão e legumes cozidos. Uma maionese pra dar (algum) gosto. Naquele deslumbramento visual, nada se delicia mais do que os olhos...
Última das lagunas é a colorada.


Uyuni - Primeiro dia

Chegar a Uyuni é, literalmente, chegar ao meio do nada - nada de civilização. Uma cidadezinha feia, seca e fria de doer. As 15:00 h todo mundo está com as portas fechadas, curtindo a imprescindível ciesta... Tem hostels, lojinhas e poucos restaurantes que , na sua maioria, servem pizza: todos acumulados na pracinha central.
O melhor a fazer é contratar a excursão ao Uyuni alí mesmo no centrinho. Escolher a empresa é uma tarefa delicada, pois são muitas, e todas oferecem basicamente os mesmos serviços: 1, 2 ou 3 dias de tour com todas as refeições, guia dirigindo o 4x4, primeira hospedagem no hotel de sal e segunda hospedagem no hotel que eles, acertivamente, chamam de "básico". 
Conseguimos fechar a excursão com um outros recém-chegados viajantes, por uma empresa chamada Andes Salt Expedition Tour Operator. Recomendo!
Ayda é quem faz o contrato, explica tudo (e já nos deixou claro que o terceiro dia, o das águas calientes e geisers, podia nao acontecer porque havia muita neve na montanha pra se alcançar esses lugares). 
Fred é o nosso guia, marido da Ayda, excelente motorista. Neymar (nome bem comum entre os bebês bolivianos) é o filhinho deles. Pagamos 650 bolivianos pela excursão de 3 dias (assumindo o risco do ultimo dia) e lá pagaríamos mais 150 pra entrada no parque nacional.
Sim gente, 3 dias de excursão pelo paraíso andino por menos de 130 dólares...
Primeiro dia de diversão total: cemitério de trens e a tarde toda no salar! Alcançaremos a ilha incahuasí com cactos gigantes e fósseis marinhos (acreditem: tudo isso era oceano pacífico milhares de anos atrás),  e veremos o pôr do sol no infinito horizonte do salar antes de ir ao hotel de sal de noite (é frio, mas tem sleeping bag, chá com bolachas e um simples jantar danado de bom!). Muito bom fazer amigos: é sempre uma sorte ter um bom grupo de turistas que estarão ao seu lado nos próximos 3 dias, no mesmo quarto, carro e mesa de refeição...


O céu a noite é o mais espetacular céu estrelado que se pode ver, portanto recomendo infinitamente sair e passar um pouco de frio na noite do deserto... (pode fazer 15 graus negativos, casaco de neve é essencial)

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Potosí

De Sucre a Potosí são 3 horas de ônibus, 17 bolivianos por pessoa mais aquela propina básica de 3 bo que eles sempre cobram. A estrada é incrível, tem ônibus de hora em hora pra subir os quase mil metros que Potosí tem a mais em altitude. (4000)
Muito mais frio, mais difícil de respirar, ruinhas bastante estreitas: Potosí é uma cidadinha aparentemente sem graça. Mas guarda um tesouro: suas minas. Essa é a grande atração da cidade.
No hostel onde ficamos (Koala Den), eles oferecem o passeio das minas por 100 bolivianos por pessoa. Você acorda, toma seu café da manhã numa mesa gigante com outros 30 mochileiros gringos e famintos, ganhando seu pão frio com mantequilla e marmelada, panqueca, banana, ovos revueltos e uma opção de té, chocolate ou café (brasileiros, um aviso: o café na Bolívia é horroroso!), sai bastante alimentado rumo a uma espécie de galpão onde eles separam os grupos por guias (em geral homens que já trabalharam nas minas), dão todo o equipamento (calças, botas, capacete com lanterna). Entonces, às minas!
Paramos numa lojinha no caminho pra comprar regalos pros mineiros. O grupo decide o que quer dar a eles: água, refri, dinamites. O guia nos abençoa com uma pequena dose de álcool (zulu!), e é aí que se começa a entender onde estará se metendo...
Subimos a montanha, mais e mais. São 15 mil mineiros que trabalham diariamente nas minas em condições sub-humanas - mal comem, ficam de 8 a 12 horas enfiados na terra respirando fuligem e tendo que lidar constantemente com os contrastes de temperatura (fora da mina faz 5 graus, dentro faz 40) e com a iminente possibilidade de morrer - seja preso alí embaixo se houver uma explosão infortuna; seja de exaustão aos 35 anos de idade, média de vida de um mineiro. E, diga-se de passagem, trabalham por misérias e nem sempre encontram o que estão procurando. O guia nos disse que o "tesouro"está acabando, já são mais de 400 anos de exploração mineira em Potosí!
A mina tem 3 níveis de subsolo, no início do segundo as coisas começam a complicar (eu parei alí), mas os corajosos que sigam adiante e ajudem os mineiros lá em baixo a carregar o carrinho de toneladas debaixo da madre tierra.
Voltamos no meio do dia. Dá pra fazer mais coisas na cidade como visitar a igreja, comprar artesanias (em Potosí são lindas!)  e visitar o convento das carmelitas (a visita guiada é bastante envolvente). Vale a pena!
Próxima parada: Uyuni.


terça-feira, 9 de julho de 2013

Sucre

Após algumas horas de espera no aeroporto de Santa Crruz de la Sierra (comendo deliciosos cinnabons), embarcamos no avião da Amaszonas aerolíneas com destino à Sucre.
Uma hora de viagem. Boa linha aérea!
A ciudad blanca estava cor de rosa na hora em que chegamos, a poucos momentos do pôr do sol. O hostel (La Escondida) fica numa área movimentada (calle Junin), mas tem um bom quarto pra casal, água super quente no chuveiro, 200 bolivianos por dia (...sim! 1 dólar são 6,9 bolivianos!)
A Bolívia é uma viagem bem barata, dorme-se e come-se (nem sempre tão bem) sem que isso pese muito no orçamento, é gastar com as coisas três vezes menos que no Brasil - o que é muito bom, porque é mais difícil limitar-se. E a Bolívia exige que nossos horizontes se expandam!
Sucre, por sua vez, é uma cidade colonial, capital administrativa do país. É das cidades mais desenvolvidas da região do altiplano, tem bons restaurantes e museus bacanas.
Comemos bem no Joy Ride, restaurante do Hostel de mesmo nome. É decoradinho, tem rock n roll e pratos bem variados- algo que vai rareando conforme adentramos o país.
1o dia: Casa da Libertad (aprender história da Bolívia - ir com guia é essencial e eles costumam oferecer esse serviço), parque Simón Bolívar (que tá mais pra uma grande praça, mas é legal pra reunir pessoas e respirar longe dos carros), almoço no centro de cultura alemã (sim, os alemães parecem se amarrar na Bolívia!), passeio à recoleta (fica lá em cima e tem um belo visual - foto!). Jantamos no Florin (super delícia), sono. Hasta mañana à Potosí.

Roteiro

Como conseguir relatar a emocionante experiência do mochilão pela Bolívia? Será possível ser fiel à pureza física da sensação do que está ao redor? Um clima gélido, árido, arisco que guarda tesouros únicos no mundo: assim definiria a passagem pelo vizinho boliviano.

Somos um casal de viajantes ávidos pela surpresas que essa viagem nos guarda. O roteiro pensado foi o seguinte:
considerando o tempo de 15 dias disponível pra viagem (em junho/julho), incluímos avião à Santa Cruz de la Sierra e dois aviões internos a Sucre e de volta a Santa Cruz.

São Paulo
Santa Cruz de la Sierra
Sucre
Potosí
Uyuni
excursão pelo salar e arredores
La Paz
Copacabana (titicaca)
Isla del sol
Puno, Peru
La Paz
Santa Cruz de la Sierra
São Paulo

cada post fala de um dos lugares, de cabo a rabo.
Viajemos!